mensagem do dia:
estarei aqui diariamente postando sempre algum para ajudar na nossa conversão e nas heresias das falsas doutrinas.
hoje vamos começar pela perguntar a bíblia é mais importante do que a igreja ?
"Escrevo para que saibas como convém andar na Casa de Deus, que é a Igreja do Deus Vivo, a Coluna e o fundamento da Verdade". (1 Timóteo 3,15)
A Bíblia estava sendo escrita para que soubéssemos como nos portar na Igreja! A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade. Outras traduções dizem que é o sutentáculo da Verdade. Percebe? A base da nossa fé é a Igreja instituída por Jesus Cristo, e não a Bíblia. A Bíblia é sagrada para nós, e é muitíssimo útil para nos instruir, mas não é nem nunca foi a base, o fundamento para os cristãos. Nos primeiros séculos do cristianismo, na Igreja primitiva, a Bíblia simplesmente não existia ainda. E como se orientavam eles? Através da instrução da Igreja, a única Igreja que Cristo deixou, e que tem 2 mil anos de idade: a Igreja Católica (Universal). O grande erro dos que se chamam a si mesmos "evangélicos" é pensar que a Bíblia é mais importante do que a Igreja. Não é! Jesus não escreveu nenhum livro. Mas Ele fundou diretamente a sua Igreja neste mundo, e garantiu que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (veja Mateus 16, 18).
Acontece que a Bíblia é um livro, e mesmo sendo um livro sagrado, cada pessoa que a lê pode fazer uma interpretação diferente dela. Por isso existem milhares de "igrejas" que ensinam coisas diferentes, e todas elas dizem que a sua interpretação da Bíblia é a certa, que estão sendo guiados por Deus.
Pense: se fosse para cada um ler a Bíblia, interpretar do seu jeito e sair por aí alugando salão e dizer que é "igreja", Jesus Cristo não teria dado a autoridade sobre a sua doutrina aos Apóstolos, não é mesmo? - Depois de fundar a Igreja sobre Pedro, Jesus disse a este mesmo Pedro (que se tornou o líder dos Apóstolos), que tudo o que ele ligasse na Terra seria ligado no Céu, e o que ele desligasse na Terra seria desligado no Céu (Mateus 16,18). Essa é a autoridade que a Igreja possui na Terra, dada por Jesus Cristo. O Senhor ainda disse aos Apóstolos que os pecados que eles perdoassem seriam perdoados, e os que eles não perdoassem seriam retidos (João 20, 23).
Jesus não diz em momento algum que deveríamos seguir somente a Bíblia, ao contrário. E a própria Bíblia diz que devemos guardar não só o que foi escrito, mas também a Tradição da Igreja:
"Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavras, seja por epístola nossa". (2 Tessalonicenses 2, 15)
As epístolas dos Apóstolos formam a maior parte do Novo Testamento da Bíblia, certo? A própria Bíblia afirma que devemos guardar não só a Escritura, mas também a Tradição. Claro como água!
"Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a Tradição que de nós recebeu." (2 Tessalonicenses 3, 6)
As tradições dos homens, a tradição dos antigos fariseus, foi substituída pela Tradição Cristã: Tradição esta que inclui a própria Bíblia Sagrada Cristã. Sim, pois se não fosse a Igreja Católica, nós não teríamos a Bíblia Cristã hoje. Foi a Igreja que, na época das terríveis perseguições, guardou as Escrituras, e as preservou por séculos e séculos. Além disso, quem escreveu a Bíblia (Novo Testamento) foram os Apóstolos; isto é, a Bíblia foi produzida pela Igreja de Cristo! Consegue entender? Deus usou a Igreja para produzir a Bíblia. Portanto, é muito importante entender que a Bíblia é filha da Igreja, e não o contrário! Foi a Igreja que produziu e preservou a Bíblia, e não a Bíblia que produziu a Igreja. Isto é um fato!
Portanto, a autoridade de fé sobre a doutrina de Jesus Cristo está fundamentada na Igreja que Ele edificou sobre a Terra, e não somente na Bíblia Sagrada, que foi produzida, preservada e deve ser interpretada pela própria Igreja.
Programa Escola da
Fé: Como a Bíblia foi escrita?
Parte 1
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"Depois de ter falado em muitas
ocasiões e de diversos modos pelos Profetas, ultimamente, nesta etapa final,
Deus nos falou por seu Filho" (Heb 1, 1-2).
"A economia cristã, pois, em sua qualidade de aliança nova e definitiva, jamais passará, e não há que esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo" (cf. I Tim 6, 14; Tt 2, 13). (Dei Verbum, 4)
"A economia cristã, pois, em sua qualidade de aliança nova e definitiva, jamais passará, e não há que esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo" (cf. I Tim 6, 14; Tt 2, 13). (Dei Verbum, 4)
"Para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os Apóstolos deixaram como sucessores os Bispos, a eles transmitindo o seu próprio encargo de Magistério.Portanto, esta Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura de ambos os Testamentos são como o espelho em que a Igreja peregrinante na terra contempla a Deus, de quem tudo recebe, até que chegue a vê-lo face a face como é (I Jo 3, 2)". (DV, 7)
"Assim, a pregação apostólica, expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se sem interrupção até a consumação dos tempos.
Por isto os Apóstolos, transmitindo aquilo que eles próprios receberam (cf. I Cor 11, 23; 15, 3), exortam os fiéis a manter as tradições que aprenderam seja oralmente, seja por carta (cf. II Tes 2, 15) e a combater pela fé uma vez transmitida aos santos (cf. Jdr 3).(DV,8)
"Esta Tradição, oriunda dos Apóstolos, progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo. Cresce, com efeito, a compreensão tanto das realidades como das palavras transmitidas, seja pela contemplação e estudo dos que crêem(cf. Lc 2, 19.5 1)..., seja pela pregação daqueles que com a sucessão do episcopado receberam o carisma autêntico da verdade. É que a Igreja, no decorrer dos séculos, tende continuamente para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nelas as palavras de Deus." (DV 8)
"Pela mesma Tradição toma-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos Livros Sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nela cada vez melhor compreendidas e se fazem sem cessar atuantes. E assim o Deus, que outrora falou, mantém um permanente diálogo com a esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através da Igreja no mundo, leva os fiéis à verdade toda e faz habitar neles abundantemente
a palavra de Cristo (cf. Col 3, 16)." (DV 8)
"A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão, portanto, estreitamente conexas e interpenetradas. Ambas promanam da mesma fonte divina, formam de certo modo um só todo e tendem para o mesmo fim.
Com efeito, a Sagrada Escritura é a fala de Deus enquanto é redigida sob a moção do Espírito Santo; a Sagrada Tradição, por sua vez, transmiteintegralmente aos sucessores dos Apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos Apóstolos. Para que, sob a luz do Espírito de verdade, eles em sua pregação fielmente a conservem, exponham e difundam.
Resulta, assim, que não é através da Escritura apenas que a Igreja consegue sua certeza a respeito de tudo que foi revelado. Por isso, ambas - Escritura e Tradição - devem ser recebidas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência." (DV 9)
Relação da Tradição e da Bíblia com a Igreja e o Magistério "A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só sagrado depósito da palavra de Deus confiado à Igreja." (DV 9).
"O ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo." (DV 10)
"Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal maneira entrelaçados e unidos que um perde sua consistência sem os outros e que, juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas." (DV 10)
"Que os quatro Evangelhos têm origem apostólica, a Igreja sempre e em toda parte o ensinou e ensina. Pois, aquilo que os Apóstolos pregaram por ordem de Cristo, eles próprios e os varões apostólicos sob a inspiração do Espírito Santo no-lo transmitiram em escritos que são o fundamento da fé, a saber, o quadriforme Evangelho - segundo Mateus, Marcos, Lucas e João." (DV 18)
Índole histórica dos Evangelhos "A Santa Mãe Igreja firme e constantemente creu e crê que os quatro mencionados Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para salvação deles, até o dia em que foi elevado (cf. At 1, l-2).
Os Apóstolos... transmitiram aos ouvintes aquilo que ele dissera e fizera, com aquela mais plena compreensão de que gozavam, ... Pela luz do Espírito da verdade." (DV 19).
Como a Bíblia foi escrita?
Os livros da Bíblia foram escritos em três línguas muito antigas: o hebraico (todos os livros protocanônicos do AT), aramaico (Ev. Mateus); grego (livros do NT). O hebraico era escrito sem vogais até o século VII dC. Somente nos séculos VII a X dC, os rabinos judeus fizeram a vocalização do texto hebraico introduzindo as vogais (texto massorético). Os escritores antigos não dividiam o texto sagrado em capítulos e versículos.
Os cristãos é que o fizeram para fazer as citações e para a Liturgia.
Eusébio de Cesaréia (+340) dividiu os Evangelhos em 1162 capítulos.
Na idade média, o arcebispo Estêvão Langton,de Cantuária (+1228), distribuiu o texto latino do AT e do NT em capítulos.
Esta divisão foi introduzida no texto hebraico do AT e no texto grego dos LXX e do NT e está em uso até hoje.
A divisão dos capítulos e versículos como temos hoje é do século XVI.
Santes Pagnino de Lucca (+1554) dividiu o AT e o NT em versículos numerados.
Roberto Estêvão, tipógrafo francês, refez a distribuição do NT em 1551.
"Como os Evangelhos e os outros escritos apostólicos foram sendo pouco a pouco considerados como escritura, foi mister distingui-los pelo nome de "O Novo Testamento", expressão que começou a empregar-se no princípio do terceiro século, quando Orígenes (184-254) fala das "Divinas Escrituras", que são o Velho e Novo Testamento".
(História, Doutrina e Interpretação da Bíblia. São Paulo.1951, p.3)
"As coisas divinamente reveladas, que se encerram por escrito nas Sagradas
Escrituras e nesta se nos oferecem, foram consignadas sob influxo do Espírito
Santo. Pois a Santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica tem como sagrados e
canônicos os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com
todas as suas partes, por que, escritos sob a inspiração do Espírito Santo (cf.
Jo 20,31; II Tim 3,16; II Ped 1,19-21; 3,15-16), eles tem em Deus o seu autor e
nesta sua qualidade foram confiados a Igreja". (Dei Verbum 11).
Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Bíblicas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia.
Sem a ação Divina através da Igreja, não teríamos como saber quais seriam os livros da Bíblia e nem o texto original teria resistido incorruptível ao longo dos séculos. Alguns Padres da Igreja denotam certas dúvidas nos seus escritos, por exemplo, Atanásio (373), Cirilo de Jerusalém (386), Gregório Nazianzeno (389), enquanto outros mantiveram como inspirados também os deutero-canônicos, por exemplo, Basílio (379), Santo Agostinho (430), Leão Magno (461). A partir do ano 393 diferentes concílios, primeiro regionais e logo ecumênicos, foram fazendo precisões à lista dos Livros "canônicos" para a Igreja. (Como a Bíblia foi escrita. A.C.I. Digital. 2004).
O Fragmento Muratoriano ou Cânon de Muratori -É o mais antigo documento sobre o Cânon do Novo Testamento, escrito por volta do ano 150 d.C.
Uma cópia do original, datada do século VIII, foi descoberta pelo padre Italiano Ludovico Antônio Muratori em 1740 na Livraria Ambrosiana, em Milão.
Fala do Papa Pio I, (bispo de Roma de 143 a 155 d.C.) irmão de Hermas, como se fosse contemporâneo. O fragmento traduzido do grego começa por Lucas como "terceiro Evangelho", e cita todos os livros do Novo Testamento, com exceção das cartas: Hebreus, Tiago, I e II Pedro e II e III de João.